Gatos de T.S.Eliot

 

 

O poeta T.S.Eliot, importante poeta modernista americano, publicou um livro com poemas sobre gatos. Esse livro deu origem ao musical Cats. Um dos poemas fala dos nomes dos gatos. Nomes, pois um gato deve ter mais de um nome.

O Nome dos Gatos

                                      Tradução: Rodrigo Suzuki Cintra

 

Dar nome aos gatos é assunto complicado,

Não é apenas um jogo que divirta adolescentes;

Podem pensar, à primeira vista, que sou doido desvairado

Quando eu digo, um gato deve ter TRÊS NOMES DIFERENTES.

Primeiro, temos o nome que a família usa diariamente,

Como Pedro, Augusto, Alonso ou Zé Maria,

Como Vitor ou Jonas, Jorge ou Gui Clemente –

Todos nomes sensíveis para o dia-a-dia.

Há nomes mais requintados se pensam que podem soar melhor,

Alguns para os cavalheiros, outros para titia:

Como Platão, Demetrius, Electra ou Eleonor –

Mas todos eles são sensíveis nomes de todo dia.

Mas eu digo, um gato precisa ter um nome que é particular,

Um nome que lhe é peculiar, e que muito o dignifica,

De outro modo, como poderia manter sua cauda perpendicular,

Ou espreguiçar os bigodes, orgulhar-se de sua estica?

Dos nomes deste tipo, posso oferecer um quórum,

Como Munkustrap, Quaxo, ou Coricopato,

Como Bombalurina, ou mesmo Jellylorum –

Nomes que nunca pertencem a mais de um gato.

Mas, acima e para além, ainda existe um nome a suprir,

E este é o nome que você jamais cogitaria;

O nome que nenhuma investigação humana pode descobrir –

Mas O GATO E SOMENTE ELE SABE, e nunca o confessaria.

Se um gato for surpreendido com um olhar de meditação,

A razão, eu lhe digo, é sempre a mesma que o consome:

Sua mente está engajada em uma rápida contemplação

De lembrar, de lembrar, de lembrar qual é o seu nome:

Seu inefável afável

Inefavefável

Oculto, inescrutável e singular Nome.

 
 

The Naming of Cats

                                              T. S. Eliot

The Naming of Cats is a difficult matter,

It isn’t just one of your holiday games;

You may think at first I’m as mad as a hatter

When I tell you, a cat must have THREE DIFFERENT NAMES.

First of all, there’s the name that the family use daily,

Such as Peter, Augustus, Alonzo or James,

Such as Victor or Jonathan, George or Bill Bailey –

All of them sensible everyday names.

There are fancier names if you think they sound sweeter,

Some for the gentlemen, some for the dames:

Such as Plato, Admetus, Electra, Demeter –

But all of them sensible everyday names.

But I tell you, a cat needs a name that’s particular,

A name that’s peculiar, and more dignified,

Else how can he keep up his tail perpendicular,

Or spread out his whiskers, or cherish his pride?

Of names of this kind, I can give you a quorum,

Such as Munkustrap, Quaxo, or Coricopat,

Such as Bombalurina, or else Jellylorum –

Names that never belong to more than one cat.

But above and beyond there’s still one name left over,

And that is the name that you never will guess;

The name that no human research can discover –

But THE CAT HIMSELF KNOWS, and will never confess.

When you notice a cat in profound meditation,

The reason, I tell you, is always the same:

His mind is engaged in a rapt contemplation

Of the thought, of the thought, of the thought of his name:

His ineffable effable

Effanineffable

Deep and inscrutable singular Name.

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